De Rodrigo Xavier a 17 de Dezembro de 2007 às 11:29
Estudei na Universidade de Brasília e reconheci os adversários de Niemeyer: os professores de Arquitetura da própria UnB. São eles os prncipais detratores de suas obras.

Argumentam que nosso arquiteto maior privilegia a beleza em detrimento da função, proporcionando espaços desconfortáveis e mal direcionados.

Até poder ser. Mas virou pinimba oicial. Se um estudante de arquitetura na UnB gostar de Niemeyer, já é indício de pouca sensibilidade. Algo equivalente a não seguir a cartilha politicamente correta no meio intelectual, marginalizando-se das discussões.

Niemeyer é bom e ponto final. A crítica que se merece fazer a ele, menos por suas qualidades e mais pelo juízo de nossos governantes, é dar-lhe a palavra final sobre o que fazer em Brasília. Tudo depende dele. E é esse ponto de vista autoritátio e excludente, típico da cabeça de um comunista comum, a crítica mais acertada a se fazer sobre ele. Mas não sobre suas obras.

Porém, a ótica ufanista de ressaltá-lo como um arquiteto extraordinário também é pífia. Renzo Piano e Rem Koolhaas são mais bacanas sob o meu ponto de vista.

Enfim, há muito a se falar sobre nosso artista centenário. Mas o principal elogio a se fazer a ele é manter a mesma chama criativa de quem viu um século passar produzindo com a mesma qualidade de quem se quer eterno.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres