Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

 

Por Reinaldo Azevedo, publicado em 26 de dezembro de 2009

 

Pego o Estadão desta sexta, dia de Natal, e leio no alto da página: “Gabrielli diz que PSDB privatizaria Petrobras”. O jornal trazia uma entrevista que o presidente da Petrobras concedeu a Roberval Angelo Schincariol e Tatiana Freitas. A íntegra está aqui. A introdução é laudatória e tenta temperar o caráter do militante petista com clichês da baianidade. Os entrevistadores até se orgulham de um pequeno furo jornalístico, a saber: “Seu orixá é Obaluaiê, o “dono da terra”, como revelou à imprensa pela primeira vez nesta entrevista. Mas bem que o baiano José Sérgio Gabrielli poderia ser chamado de “príncipe do mar”. Em seus quase quatro anos à frente da Petrobrás, ele anunciou a conquista da autossuficiência brasileira em petróleo (2006); a descoberta do pré-sal (2007-2008); e a consequente listagem da Petrobrás entre as maiores companhias de energia do mundo.”

Se você conseguiu sobreviver até o Natal de 2009 sem saber que o orixá de Gabrielli é Obaluaiê, não posso prever que efeitos tal revelação há de provocar em sua vida de agora em diante. O que sei é que, em nenhum momento, o texto lembra que as mais importantes conquistas das Petrobras se deram em razão da quebra do monopólio, havida em 1997, que permitiu a entrada do capital estrangeiro na exploração e produção. A informação aparece na página, numa pequena pílula, em que o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, é chamado a responder àquela acusação que vai no título.

Reproduzo em vermelho o trecho que trata da privatização. Volto em seguida:

O sr. acredita que se o presidente Lula não tivesse sido eleito em 2002 e reeleito em 2006, a Petrobrás teria chegado ao pré-sal no momento em que chegou?
Essa pergunta é difícil de responder diretamente. Eu diria o seguinte: até 2003, a Petrobrás estava sendo preparada para ter um conjunto de atividades com muita eficiência em vários ramos e com pouco ganho no sistema como um todo e estava sendo inibida no crescimento do seu portfólio de exploração. A partir de 2003, os investimentos aumentam, a Petrobrás tem uma participação mais ativa nos leilões, redefine sua organização interna de forma a ter um fortalecimento das atividades corporativas no conjunto da companhia e acelera a renovação de seus quadros. Isso foi uma mudança de orientação política na Petrobrás. Se seria possível atingir sucesso com a política anterior é difícil dizer. Agora, que o sucesso atual depende das mudanças feitas, isso é certo. Evidentemente que há muita sorte em encontrar petróleo. Mas apenas sorte não é suficiente. Você não perfura um poço a 300 km de distância da costa e a milhares de metros de profundidade só confiando que Deus é brasileiro.

Se o resultado da eleição tivesse sido outro, qual caminho o sr. acha que Petrobrás teria tomado?
Só posso reafirmar que a Petrobrás estava a caminho de se transformar numa empresa muito eficiente separadamente e que perderia a capacidade de integração entre as diversas áreas da companhia. Teria investimento e crescimento menores do que teve. Provavelmente teria menos preocupação com o controle nacional, portanto teria menos impacto no estímulo da indústria brasileira. Teria focado suas atividades em setores diferentes do que foram focados. E o resultado disso é difícil especular qual seria. Seria uma empresa diferente do que é hoje.

O sr. acha que ela poderia ter sido privatizada, por exemplo?
Como um todo, acho difícil. Mas partes dela poderiam (ter sido privatizadas). Seria difícil uma privatização total da Petrobrás, mas partes dela, sim.

Comento
Com a devida vênia ao Estadão, isso não é entrevista. Parece mais um gol de Thierry Henry. Trata-se de uma desmesurada condução. As intenções, aliás, já estavam anunciadas desde as primeiras palavras, quando os entrevistadores afirmam que as empresas estrangeiras do setor estariam preocupadas com a eventual eleição de Dilma Rousseff; já no caso de Serra ser eleito, ele tentaria mudar os marcos regulatórios do pré-sal. O atual governador de São Paulo jamais esboçou uma vírgula a respeito.

Entrevistadores e jornais têm de pôr o gravador à disposição do entrevistado, sem dúvida. Têm o dever profissional de ouvi-lo, mas também de confrontá-lo. A dupla deixou que Gabrielli exercesse à vontade o modelo “nunca antes na Petrobras”, como se as conquistas da empresa fossem apenas obra do governo Lula e da gestão do filho de Obaluiê… Até aí, vá lá, já perdi certas esperanças. MAS, DIANTE DA AFIRMAÇÃO DE GABRIELLI DE QUE OS TUCANOS TERIAM PRIVATIZADO PARTE DA PETROBRAS SE TIVESSEM VENCIDO, HÁ OBRIGAÇÕES DO JORNAL QUE SÃO INDECLINÁVEIS:

- O ESTADÃO ESTÁ OBRIGADO A DIZER QUE JAMAIS UM TUCANO APRESENTOU QUALQUER PROPOSTA DO GÊNERO;
- O JORNAL ESTÁ OBRIGADO A DIZER QUE OS TUCANOS CONSIDERAM ESSA ACUSAÇÃO AQUILO QUE ELA DE FATO É: FRUTO DE TERRORISMO ELEITORAL;
- NÃO BASTA ENTREVISTAR JOSÉ ANÍBAL. E VOU DEMONSTRAR POR QUÊ.

Qual é o padrão do Estadão?
Qual será, de agora por diante, o procedimento do Estadão? O entrevistado diz o que bem entende, com ou sem base na realidade, o jornal registra e parte para ouvir o agravado? Se os tucanos acusarem petistas de quererem instalar no país um regime que entrega aos companheiros todas as virgens, o que vai fazer o jornal? Publicar a acusação e o desmentido do PT? POIS EU DESAFIO A DUPLA ENTREVISTADORA, O ENTREVISTADO E A DIREÇÃO DO JORNAL A ME PROVAR QUE É MENOS VEROSSÍMIL O MONOPÓLIO PETISTA DAS VIRGENS DO QUE A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS. Se o Estadão publica uma coisa, estaria obrigado a publicar outra. OU O JORNAL PASSA A FAZER CAMPANHA ELEITORAL GRATUITA PARA O PT.

E o faz com ainda mais clareza quando publica a informação na primeira página  — E COM O TÍTULO ERRADO. Errado? É. Na sua acusação delinqüente, mentirosa, sem fundamento, o presidente da empresa está se referindo ao passado, não ao presente. Lê-se na primeira página: “Grabrielli diz que PSDB privatizaria Petrobras”. MESMO ELE SENDO QUEM É, NÃO FOI ISSO O QUE ELE DISSE. Ele afirmou que “teria privatizado” — referindo-se, pois, ao passado. Ao optar simplesmente pelo “privatizaria”, o jornal muda o sentido da fala e a coloca como um suposto risco presente — ainda que na boca do dito-cujo.

Temos, assim, uma entrevista que começa nos informando, num furo fenomenal, o orixá de Gabrielli; que lhe atribui méritos que não são seus; que ignora as razões reais da conquista da Petrobras; que tenta ligar, sem qualquer evidência para isso, o candidato da oposição à pretensão de empresas estrangeiras e que levanta a bola para o entrevistado fazer uma acusação historicamente criminosa — porque mentirosa — e que vai parar na primeira página com o sentido distorcido, como se o original já não fosse asqueroso o bastante.

O NOME DISSO, REPITO, É CAMPANHA ELEITORAL. E Gabrielli sabe como fazer. Este filho de Obulauiê é jornalista. Conhece a área, não é mesmo? E já deu mostras de que não gosta da categoria — a menos que ela faça o trabalho que ele espera.  NOTEM QUE A ACUSAÇÃO QUE O ESTADÃO LEVOU PARA A PRIMEIRA PÁGINA NÃO É FEITA NEM NAQUELE BLOG DA EMPRESA.

Perguntem ao Estadão qual é o padrão que o jornal vai seguir de agora em diante. Se for na base do acusou, publicou, sem confrontar o entrevistado, estamos diante de uma pequena revolução. E antes que me torrem a paciência com obviedades, a dupla entrevistadora tinha a obrigação de indagar: “Mas quais são as evidências ou, ao menos, os indícios de que o PSDB TERIA PRIVATIZADO partes da Petrobras?” E aquele faroleiro não teria o que dizer. Não teria porque ele estava inventando. Mas sua inventação foi parar, piorada, na primeira página.

Isso é perda de critério, perda de parâmetro. De todo mundo. De entrevistado, dos entrevistadores e do jornal. Que o presidente de uma empresa de economia mista se dê a esse desfrute, convenham, já é prova do rebaixamento dos usos e costumes da política brasileira. Mas, afinal, ele é um petista. E petistas não estão nem aí para as instituições. Que entrevistadores prestem um serviço tão evidente — e pouco me importa se têm ou não clareza disso — ao entrevistado, aí já estamos diante de uma doença que atinge a imprensa. Que o jornal consiga, na primeira página, piorar a mentira, aí, queridos, estamos diante daquele mal a que me referi há dias, comentando um outro jornal: A MARCHA PARA A IRRELEVÂNCIA.

O MAL DOS JORNAIS NÃO ESTÁ NA INTERNET. ESTÁ NOS JORNAIS. E SEU NOME É ADESISMO.



Publicado por Blog da Santa às 02:25 |

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