De Silvio Vasconcellos a 18 de Outubro de 2006 às 09:37
A partir de Camões a língua portuguesa passou a ser reconhecida como culta, caminho iniciado lá atrás por Gil Vicente. Traz no âmago de seus versos o sentimento de nação, de costas para a Europa e de frente para o mar.
Foi em sua época, que a Ibéria fez a ponte para o novo mundo, trazendo consigo suas antíteses e metáforas, sua dualidade e sua melancolia. Trouxe também burocracia, despotismo e servidão. Nossa alma brasileira, cordial até o ponto de assistir corrupção ao vivo na TV, sem se dar conta que é em seu próprio país, em seu bolso, na mesa do jantar de seus filhos.
Camões interpretou os medos que já carregávamos além-mar, as dúvidas que o ser humano carrega sobre a existência. É universal, sem deixar de ser lusitano; é intimista sem deixar de ser coletivo.


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