Domingo, 22 de Junho de 2008

Ele nunca fez lição de casa. Acredite... Dormindo há 12 anos na rua, passava os dias estudando sozinho e acabou passando no concurso do Banco do Brasil


A calçada da Farmácia em que Ubirajara dormia está a poucos metros da minha casa. Eu nunca percebi... Soube agora que ele ganhava de 2 a 5 reais de esmolas e passava os dias estudando em bibliotecas e internet grátis. Aprovado em 5 concursos públicos, finalmente selecionado para o Banco do Brasil (Santa)


O pedaço de papel

Um rato passou a alguns metros e logo desapareceu. Dois meninos vieram pela calçada com garrafas de cola em uma mão e um pedaço de madeira afiado em outra. Sumiram no escuro. A chuva começou a cair. Ubirajara encolheu as pernas e protegeu sua pasta entupida de papéis e suas duas sacolas de plástico. Numa delas, um pouco de comida. Na outra, alguns itens de higiene pessoal. Ele não tem sequer uma escova de dentes. Da pasta, tira um pedaço de papel com marcas de dobras. No alto da página branca, a marca do Banco do Brasil. Um pouco abaixo, o nome completo de Ubirajara e alguns números. Um deles era 136. Aquele morador de rua encolhido no batente de uma farmácia havia sido o 136º colocado no concurso do Banco do Brasil.

Medo da verdade

Hoje, com 27 anos, Ubirajara Gomes da Silva começa a fazer os testes exigidos para ser contratado como escriturário pelo Banco do Brasil. São testes de saúde e uma entrevista que funciona como teste psicológico. Nele, Ubirajara terá que contar a sua vida. Até a madrugada de ontem, ele não sabia que história contaria. Tinha medo de contar a verdade. Uma verdade que ele mesmo considera inacreditável. Há um ano, Ubirajara foi aprovado no concurso do Banco do Brasil. Ficou na 136ª colocação no Recife. Eram mais de 19 mil candidatos. Na última semana, finalmente, foi convocado para assumir o cargo. Porém, Ubirajara sequer tinha um documento. Nem a certidão de nascimento. Este homem praticamente não existia para a sociedade. Ele mesmo se sentia "invisível", talvez até "irreal". Isso explica porque durante a entrevista para esta reportagem, Ubiarajara perguntou várias vezes que impressão estava causando. "O que será que as pessoas vão pensar de mim?", questinava, com a insegurança de quem está se sentindo real pela primeira vez na vida.

A mentira

Ubirajara nunca conheceu seus pais. Foi abandonado dias depois do seu nascimento e cresceu em um orfanato. Lá, dormia com dezenas de outras crianças com histórias parecidas com a sua. Com sonhos iguais aos seus. Esperavam pelo milagre da adoção, talvez pelo arrependimento dos pais; por dias melhores. Até crescerem. Até descobrirem que esses tais dias melhores não viriam. Aos 18 anos era hora de deixar o orfanato e tentar a vida nas ruas. Na rua por onde todos passam, Ubirajara ficou. Uma história que se repete pelas esquinas, pelos bancos de praça, pelos viadutos de qualquer grande cidade. Uma história que - dentro da realidade social do país - poderia ser até considerada comum. Poderia, se não fosse a história de Ubirajara. Poderia, se fosse verdade.

A esquina

O jogo da seleção brasileira acabara havia poucos minutos e o fluxo de carros era um pouco maior do que o habitual paraum início de madrugada em uma das esquinas mais nobres do Recife, entre as rua das Pernambucanas e da Amizade, no bairro das Graças. Naquele horário, o único movimento era o dos carros. Dificilmente passaria alguém caminhando pela calçada. E era justamente por isso que Ubirajara estava ali. Naquela esquina, ele passaria a noite. Dormiria. Era o seu endereço. Sua casa. Há 12 anos, ele vive na rua. Era uma criança de 15 anos, perdida. Hoje é um homem de 27 que, finalmente, parece ter encontrado os tais "dias melhores".

Sentando no pequeno batente de uma farmácia que fica fechada entre as 22h e às 6h30, ele começa a contar a sua vida. "Minha história é inacreditável", adianta. Com razão. É tão inacreditável que ele costuma mentir sobre sua origem. Prefere contar para as pessoas a versão que abriu essa reportagem. O drama comum do menino abandonado que cresceu em um orfanato. "Conto isso porque sei que é uma versão mais fácil de ser aceita", confessa Ubiaraja.

Por quase duas horas, ele continuaria contando a sua verdadeira história. Uma espécie de conto de fadas moderno. Aparentemente uma das muitas histórias sobre a miséria de um país e as suas conseqüências trágicas na vida de uma pessoa, na desestruturação de famílias, nas distorções das formas de relacionamento.

A família

"Quem diria que aquele retardado seria funcionário do Banco do Brasil?", pergunta Ubirajara, em tom de orgulho. Realmente, ninguém jamais diria que um jovem que viveu 12 anos na rua conseguisse ser aprovado em um concurso público tão disputado. Concursos que se tornaram uma espécie de projeto de futuro para parte significativa da sociedade - alimentando uma verdadeira indústria de cursos preparatórios. Mas o "quem diria" de Ubirajara, na verdade, não era uma pergunta. Era uma resposta para alguns dos seus familiares. Pessoas que sumiram da sua vida desde o dia em que ele resolveu sair de casa. "Essa é a parte da minha história que eu queria esquecer".

Ubirajara está chorando. Pela primeira e única vez naquela madrugada. "O que eu realmente queria era ter tido minha mãe perto", diz enquanto passa a mão nos olhos vermelhos. O desabafo aconteceu enquanto ele contava a sua infância. Filho de uma garçonete com um PM exonerado, foi deixado de lado pelos dois. Mas não totalmente abandonado - como na história queescolheu contar. Na verdade, o menino foi criado na casa da sua avó materna, junto com mais quatro irmãos, em Paulista. Tinha uma condição de vida precária, mas digna. Pobre, não miserável. "Quando as pessoas sabem que eu tenho pai e mãe ficam revoltadas comigo por eu estar na rua. Me culpam. Ficam me julgando como se eu fosse um maluco ou um rebelde. Como se eu tivesse escolhido isso. Mas não é uma escolha. Você acha que eu não queria estar em uma cama agora?"

As primeiras noites na rua

Ubirajara relata constantes agressões físicas e psicológicas que sofria na casa da avó. De lá veio o termo "retardado", que ele não esquece. Aos 15 anos, costumava fugir de casa. Aos poucos, as fugas eram cada vez mais longas. Cada vez mais sem rumo. Longe de casa, sem dinheiro, começou a dormir pelos cantos. Primeiro, na Avenida Guararapes. Depois, na rampa do Hospital da Restauração. Ele resume essas noites em dois sentimentos: "medo e solidão". Sentimentos que parecem capazes de resumir as piores noites da vida de qualquer pessoa. No caso dele, não eram as piores. Eram todas.

A virada

Ubirajara estava na 6ª série quando saiu de casa. E, nos primeiros anos sem teto, o seu único objetivo era sobreviver. E não há exagero ou qualquer tom heróico nessa afirmação. A vida na rua tem suas regras. Suas leis. O cotidiano das calçadas não permite escolhas. Não permite pudores. Nem princípios. Não podemos esquecer que esta é, antes de mais nada, a história de um morador de rua. E, nesse ponto, por muito tempo, Ubirajara foi só mais um.

Um dos que pediam esmola, um dos que não cortavam o cabelo, dos que vestiam trapos, dos que sentiam fome, dos que precisavam fazer qualquer coisa para comer (neste caso, não se faz necessário detalhar o "qualquer coisa"). Violentado de todas as formas. Noites de culpa. Noites de dor.

Em 2001, o garoto decidiu voltar a estudar. Foi quando iniciou a reaproximação com os livros, as revistas e os jornais: "Tudo que parava na minha mão, eu sempre lia. Acho que esse foi o meu grande diferencial inclusive nos concursos". Estudando nas ruas, Ubirajara passou nas duas provas de supletivo e recebeu o diploma do ensino médio. Ainda assim, continuou freqüentando os colégios. Continua, aliás. Por um só motivo: as merendas.

Preguiçoso?

A reaproximação com os pais ou com a avó nunca aconteceu. Ubirajara manteve contato apenas com os irmãos. Todos tiveram uma vida mais digna. Casaram, formaram família, conseguiram emprego. Em mais de uma década de rua, Ubirajara se acostumou a ser chamado de "preguiçoso" e de "teimoso". "Minha teimosia é que fez com que eu não desistisse dos meus sonhos. Por mais que todo mundo me criticasse, eu continuei fazendo aquilo que eu acreditava", resume.

No ponto de táxi do Mercado da Madalena, onde Ubirajara "morou" por um bom tempo, os taxistas o definem como um "rapaz honesto, que vivia estudando, não gostava de trabalhar e tinha um jeito de abestalhado". Os dias de Ubirajara se resumiam a estudar. Às vezes, nas praças. Às vezes, em bibliotecas públicas. "Não tinha todos os livros, aí ia para a biblioteca, fazia rascunhos, copiava tudo e levava comigo esses papéis para todos os cantos", conta. Ainda leva, na verdade. A tal pasta dele é repleta de anotações. Todos os tipos. Desde a sua mínima contabilidade (vive com algo entre R$ 2 R$ 5 por dia) até um projeto completo para abrir um negócio próprio. "Quero ser nanoempresário. Menor do que micro", diverte-se.

O futuro

A prova do concurso para escriturário do Banco do Brasil tinha 150 questões. Ubirajara acertou 116. Foi o quinto concurso que fez. Havia passado em outros quatro, mas nunca havia sido chamado. No início da semana passada, soube da convocação pela internet (onde vive quase que uma "vida paralela") p
ara que os seus sonhos, pela primeira vez, possam ser chamados de "planos". Tem perfil no Ortkut e participa de dezenas de fóruns "habitados" pelos "concurseiros". É conhecido nesse meio pelo apelido de "Maior Abandonado". Usa uma foto de Charles Chaplin: "Sou viciado, procuro sempre lugares que tenham computadores públicos. Na internet, as diferenças diminuem, não me sinto distante de ninguém", conta, fazendo uma analogia com a sua "invisibilidade" como morador de rua. "Estou aqui nessa esquina todas as noites? Ninguém vem aqui falar comigo. Você veio para me entrevistar. Mas você já tinha sequer me visto aqui?", questiona. A resposta, constrangida, foi "não".

Entrevista
http://www.mundorecord.com.br/play/fa484e72-7df5-4b49-805d-82eea9f10153

Fonte: Fred Figueiroa. Da equipe do Diario
imagem: Censo de Rua


Publicado por Blog da Santa às 15:19 | | Comentar

17 comentários:
De Eduardo a 22 de Junho de 2008 às 16:09
Impressionante!!! E pensar que entraram, no na era Lula, 26 mil petralhas, sem concurso público, para ganhar 10 mil reais de salário inicial.


De Duda a 22 de Junho de 2008 às 16:18
Santa,

Belo exemplo de vida... Isso sem nenhuma ajuda do governo. O que derruba a teoria defendida por Lula sobre a distribuição (indiscriminada) do bolsa família. Imagina se os gestores do programa pensariam nos moradores de rua - claro, eles são a escória da sociedade... Não votam.


De Julianna a 22 de Junho de 2008 às 17:26
E pra quem está estudando pra concursos aí vai um GRANDE incentivo.


De Toque das ruas a 22 de Junho de 2008 às 17:38
Santa,

Não demora alguém vai ganhar muito dinheiro com Ubirajara . Um cineasta daqueles pendurados nos milhões da Lei de Incentivos, Petrobrás, agraciado pelo governo e a história vira filme.


De Betinha a 22 de Junho de 2008 às 18:12
Quem não vai gostar nada da publicidade desse caso são os donos dos milhares der cursinhos pra concurso. Aquela fábrica de ganhar dinheiro.


De a 22 de Junho de 2008 às 18:22
Não resta dúvida, esse é um sobrevivente!!! Apesar de tudo, conseguir ser um homem de bem, e não mais um de gangues de rua.

"A cada dia se afigura mais atemorizante o quadro de inúmeras pequenas gangues formadas por menores de idade, quase sempre andrajosos e apresentando deplorável estado físico, a perambularem, sobretudo, pelo Centro da cidade. Além das ruas e praças centrais, eles também estão na Avenida Beira-Mar, nos terminais de transporte coletivo e em outros locais com maior concentração de transeuntes. Agora, passaram também a invadir, de modo ameaçador, os ônibus estacionados para apanhar passageiros em paradas localizadas no perímetro central".

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=466367


De Ricardo Rayol a 22 de Junho de 2008 às 18:47
Estou de queixo caído.


De Flor de Lis a 22 de Junho de 2008 às 21:50
Incrível. Nunca imaginei que alguém pudesse suportar e superar uma vida de cão e conseguir o que muitos no conforto de suas casas nem sempre dão o devido valor.


De Anónimo a 22 de Junho de 2008 às 21:52
Inacreditável!!

Pedro/RS


De alexandre a 22 de Junho de 2008 às 22:09
amo a internet por isto...

adeus aos professores imbecis que encontramos pela frente.

no meu curso universitário, creio que apenas 10% dos professores estão aptos à profissão de educadores.

e na ausencia dos 10%, há quem faça milagres, o caso deste brilhante cidadão.

não sei o quanto é articulado ou quantas questões foram resolvidas pela memória, porém é um exemplo raro de humildade e perseverança.

e quem deu moedas à esse cidadão compartilha o sabor da vitória.

é a vitória da compaixão.

confesso que não dou esmolas à qualquer um, procuro ler os olhos destes pedintes.


Comentar post

BEM VINDOS!
ORKUT

Página da Santa

Comunidade da Santa
 

POSTS RECENTES

Novo endereço

Até breve!!

QUANTO VALE UM POBRE?

Narcoterroristas da Colôm...

Popular até para os morto...

Atenção! O trem-bala já n...

OS 85 TRIBUTOS COBRADOS N...

Dilma. A mulher "pode" !

Brasil: pós palanque e br...

Lula ressuscita a CPMF pa...

"O pior não é morrer de fome num deserto: é não ter o que comer na Terra Prometida" (José Lins do Rego)
ARQUIVO

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

MAPA ELEIÇÕES ESTADUAIS
Oposição é campeã na disputa pelos Estados (10 vitórias) contra 4 do partido governista.
BLOGS ESTRANGEIROS
  • A Natureza do Mal (Portugal)
  • Abulafia (México)
  • Abrupto (Portugal)
  • AEA(Portugal)
  • Astrolabio(Chile)
  • Bellxone(França)
  • Blog-sem-filtros(Portugal)
  • Betty Branco(Portugal)
  • COGIR (Portugal)
  • Das Pipi Pausa (Chile)
  • Dispersamente(Portugal)
  • Dra.Daniela Mann(Portugal)
  • El Escarabajo gris
  • Estados Gerais (Portugal)
  • Fado Falado (Portugal)
  • Fases da Lua Cheia (Portugal)
  • Foto Escrita (Portugal)
  • Impressões(Inglaterra)
  • In Mente (Portugal)
  • Kurika (Portugal)
  • Martha Clmares(Venezuela)
  • Menina Marota(Portugal)
  • Mixtu (Espanha)
  • Inquetudes(Espanha)
  • Novo Mundo(Portugal)
  • Nuvolaglia (Peru)
  • O Insurgente(Portugal)
  • Olhos de Órus(Portugal)
  • Os Intensos (USA)
  • Pisconight (Portugal)
  • Sabedoria(Portugal)
  • Ser Rizomático (Espanha)
  • Só Verdades(Portugal)
  • V-P(nieto) (Portugal)
  • Xnem(Barcelona)
  • BLOGS BRASILEIROS
  • A Marvada Pinga
  • A Moita do Moita
  • A Nova Corja
  • A Casa do Zé Carlos
  • As Culturas Reagem
  • Alquimistas do Brasil
  • Abuláfia
  • Arte Incomum
  • Arte de Fazer
  • Arte Popular
  • Apoio Fraterno
  • Abrindo Janelas
  • Alerta Brasil
  • Angelo da Cia
  • Amor Natural
  • Aqui não, Genésio
  • Aparte
  • ArtMonta
  • Arte Pública Blog
  • Bento vai pradentro
  • Boa Temática
  • Blog do Arlan
  • Blog do Carlos Caldas
  • Blog do Clausewitz
  • Blog de Daniel Butzke
  • Blog do Fábio Mayer
  • Blog do Ferra Mula
  • Blog do Hynkel
  • Blog do Joca
  • Blog do Maninho
  • Blog do Tunico
  • Blog do Tunico 2
  • Blog da Juju
  • Blog da Loba
  • Blog da Magui
  • Blog do Patrick
  • Blog da Nariz Gelado
  • Blog do Tambosi
  • Blog do Sombr4
  • Blog do Ozéas
  • Blogs Coligados
  • Blogando Francamente
  • Brazil Liberdade e Democracia
  • Brazil Business
  • Business Opportunites
  • Cadinho Roco
  • Camarada Arcanjo
  • Caótica
  • Cláudia Perrotti
  • Clenira Melo
  • Chega Mais
  • Circo Sem Futuro
  • Contos e Encontros
  • Contos que conto
  • Connaction
  • Coisas Caseiras
  • Contra o Vento
  • Cosmologia: ciência e arte
  • Culturas Híbridas
  • Da indignação à Ação
  • Desabafos do Amor
  • Deu no Jornal
  • Devaneios de Lilith
  • Diplomatizzando
  • Doutro Lado do Mar
  • Eduardo Souza
  • Educa Fórum
  • Equilíbrio
  • Em Outras Palavras
  • Escrevinhações
  • Estórias Essenciais
  • Ex-petista
  • Expectativas Racionais
  • Fabiana Melo
  • Fábio Mayer
  • Falares
  • Fermento Cínico
  • Flor de Lis Branca
  • Giocomo
  • Frodo Balseiro
  • Gazeta Cultural
  • Grupo da Quinta
  • Idéias e Histórias
  • Ilustrada PPG
  • Indecência Verde Amarela
  • Jus Indignatus
  • Kafe Roceiro
  • Lata Mágica
  • Leão Nazareno
  • Leite, Luz e Linha
  • Lesados em Geral
  • Lena Casas Novas
  • Limpa Brasil
  • Lucasivuca
  • MaGenCo
  • Maria B
  • Maria Oliveira
  • Meu Primeiro Bebê
  • Memorial IAC
  • Meus Ditos
  • Mini contos cotidianos
  • Minimínimos
  • Minuto Político
  • Netuno
  • Miolo de Pote
  • Nacionalista
  • Novas - Vera
  • O Copista
  • O País da Piada Pronta
  • O que pensa Aluízio
  • O Carapuceiro
  • Olhos de Marina
  • Outras Letras
  • PT Nunca Mais
  • Palavras ao Leu
  • Pensar Político
  • Pedra Fundamental
  • Pérolas aos Porcos
  • Plenos Pecados
  • Poemas e Amores
  • Porto das Crônicas
  • Por Cuba Livre
  • Por Outro Lado
  • Por um Novo Brasil
  • Pinkart
  • Pobre Pampa
  • Postura Ativa
  • Quintal do Leão
  • Ramses Séc XXI
  • Resistência
  • Rodrigo Constantino
  • Rótulo
  • Serjão comenta do céu
  • Sei.Não.Maga
  • Simpatia e Esculacho
  • Sobesta Blog
  • Soube?
  • Som Barato
  • Star Sasa
  • Toque das Ruas
  • Toca do Calango
  • Toca dos Seis
  • Tubarão
  • Santa do Blog
  • Uni-verso In-verso
  • Vaca Atolada
  • Varal de Idéias
  • Verbi Gratia
  • Vida Nova
  • Vôo Subterrâneo
  • Vox Libre por Antonio Rayol
  • Walter Carrilho
  • Zigue-zagueando
  • Contraditório
  • Jean Scharlau
  • Zé Povo
  • Novembro 2010
    Dom
    Seg
    Ter
    Qua
    Qui
    Sex
    Sab

    1
    2
    3
    4
    5
    6

    7
    8
    9
    13

    16
    17
    18
    20

    21
    22
    23
    24
    26
    27

    28
    29
    30


    Brasileira em Lisboa, Portugal
    blogs SAPO
    tags

    “força aérea

    300

    80 anos de bento xvi

    aeronáutica

    affonso romano

    agência nacional de aviação civil

    água

    alimentação medieval

    alinhamento ideológico

    amarildo

    ancine

    andre desek

    anibal phillot

    animação

    ariano suassuna

    arquitetura

    arsenal

    arte

    arte brasileira contemporânea

    arte contemporânea

    arte pop

    arte pública

    artes visuais

    assalto

    assédio

    assembléia legislativa de perrnambuco

    atendimento aos municípios

    bacanal

    banco do brasil

    bento xvi

    bienal

    bloogueiros portugueses

    bobagens

    bolívia

    boris kossoy

    boris nikoláyevich yeltsin

    brasil

    bruna putistinha

    bruna surfistinha

    caetano veloso

    caetés

    campanha na rede

    cansei

    caos aéreo

    caricatura

    carlos wilson

    cartel

    células-tronco

    cenografia

    censura no brasil

    charge

    christina fontenelle

    cidades

    cinema

    classe média

    clement greenberg

    clodovil

    co-rio

    combater ao crime

    comissão de constituição e justiça do se

    comunicação

    congressistas

    congresso nacional

    conselho nacional de cinema

    controlador de vôo

    corrupção no brasil

    cow parade

    cow parade no brasil

    cpi do apagão

    crime

    crítica de arte

    culinária temática

    curadoria

    cursos

    diogo mainardi

    escultura

    fotografia

    governo

    governo do pt

    governo lula

    humor

    impunidade

    lei rouanet

    literatura

    lula

    mec

    minc

    patrocínio cultural

    poéticas

    política

    política cultural

    política pública

    políticas públicas

    prefeitura são paulo

    pt

    segurança

    turismo

    universidade

    violência

    violência urbana

    todas as tags