34 comentários:
De Rodrigo Xavier a 4 de Agosto de 2006 às 05:58
Olá Santa,

Tornar acessível sentimentos, idéias e prazeres a uma massa indistinta de indivíduos, é comprovação da natureza civilizatória de nossas escolhas.

Quando se delimita o espaço da arte pública, privilegiando quem a desfrute, observa-se a diluição do compromisso de promover o olhar para a consciência nacional. Ocorre em seu exemplo, uma clara intenção de apropriação de parte do patrimônio artístico nacional para o usufruto de uma "nomenklatura".

Bens de valor simbólico devem circular como o capital para gerar valor. Estancar um bem artístico em uma repartição, muitas vezes habitada por um olhar descompromissado com a arte, pode representar um descompasso com o propósito inicial de um governo durante as eleições.

Um governo como esse, sustentado por uma burocracia autoritária, pouco se ocupa em promover o acesso à arte pública. Podemos supor que entendem promoção da cultura como música e artesanato. E tá muito bom.


De Rosario Andrade a 4 de Agosto de 2006 às 07:39
Bom dai Santa!
Por um lado concordo consigo e com o comentario anterior, mas por outro, se eles souberem o que estao a fazer, investir em arte nao é assim tao mau. Tomara que o estado portugues ou o brasileiro tivessem investido nuns Picassos, ou nuns Cezannes ou Klimts...
Mas por outro lado, "gastar" o dinheiro em futilidades para umas paredes que so os importantoes veem, quando ha fome nas ruas, soa bem imoral!
Bjico


De Saramar a 4 de Agosto de 2006 às 09:41
Santa, bom dia.
O Rodrigo disse tudo. Mas, a inversão de valores na era Lulla é tão violenta que o "governo do povo" só agem em proveito próprio e de seus acólitos, até nas mais prosaicas ações, como essa da aquisição de obras de arte.
O deleite de uns poucos à custa da miséria que se instala, das doenças, da fome.
Ai, ai, continuará nosso povo sendo cego?

Beijos


De Serjão a 4 de Agosto de 2006 às 10:42
Deve ser uma beleza ser chefe do executivo. Ele poderia comprar todas a peças de uma feira hippie e quem contestaria a qualidade enquanto obras de arte. Existe algum comitê que julgue e defina a compras? Abs de seu devoto


De Lata Mágica a 4 de Agosto de 2006 às 11:00
Um fotopintura tirada com a Lata de qualquer personalidade histórica sairia com o custo bem mais em conta ou melhor, quase de graça R$ 100 reais. Para quem decora com R$ 100 mil.

Willam & Odilene


De ARRAZADORA a 4 de Agosto de 2006 às 11:18
GOVERNO PARA OS POBRES

POBRES DE ONDE, EMIRADOS ÁRABES?


De Moita a 4 de Agosto de 2006 às 11:52
O Conde D'Eu 100mil reais a Pricesinha Patricia e algum petista ficou com 20%, no mínimo.

Beijos sacrílegos


De José Alberto Mostardinha a 4 de Agosto de 2006 às 13:39
Olá Santa:

...mas isso é muita "massa".
Quando ela vai para umas coisas...não dá para as outras.
É tudo uma questão de prioridades.
Não se pode ter "sol na eira e chuva no nabal".

Um beijo,


O supeito do costume vem dizer-te, com carinho, que há nova postagem no EG a merecer o teu comentário.


De Artmonta a 4 de Agosto de 2006 às 15:26
Como arte é algo que ninguém se importa muito toda sorte de abuso ocorre.


De a 4 de Agosto de 2006 às 15:35
Santa,

Nesse caso não foi o Conde que "Deu" e sim nós contribuintes.


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