De Chávez e Farc, tudo a ver a 15 de Janeiro de 2008 às 09:42
Por mais que o Brasil se esforce para minimizar as pretensões de Chávez, dizendo que foi só mediador e negando qualquer aliança entre ele e as Farc, é o próprio Chávez quem faz questão de mostrar as garras, dizendo ao mundo que foi, sim, aliado, falando de igual para igual com as Farc. Há uma guerra na Colômbia. E ele tem um lado. As reféns foram retiradas num avião da Venezuela, abraçadas com um ministro venezuelano de camiseta e boné vermelhos e enviadas diretamente a Caracas, não a Bogotá, jogando os holofotes internacionais sobre Chávez numa missão então caracterizada como "humanitária". Mas só por um dia. Já na sexta-feira, Chávez trocou o tom humanitário, que atraiu a boa vontade geral para a operação, por um tom eminentemente político. Libertadas Rojas e González, passou a fazer proselitismo ostensivo a favor das Farc, numa afronta injustificável contra o governo constitucional da Colômbia. Para Chávez, as Farc, que agem fora da lei, seqüestram e matam, são um "exército insurgente", com um "projeto político bolivariano". Ou seja: Chávez e Farc, tudo a ver. Eliane Cantanhêde


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