30 comentários:
De Iran a 24 de Março de 2007 às 00:41
He,he,he, Santa! Foi assim que eu fiquei numa exposição, diante de um enorme ovo frito pintado no chão e o artista jurava que era uma obra de arte.


De Nido a 24 de Março de 2007 às 10:23
Ou uma ou outra. Nas bienais ou as pessoas tem vergonha de dizer que não entenderam nada ou os artistas que expões não chocam, não dizem nada que valha a pena um comentário.

Fui a SP e dei uma passada na bienal: não entendi bulhufas:)))


De Giulia a 24 de Março de 2007 às 11:05
Santa, acho que existe nisso uma coerência. Se a arte é a expressão de valores e o único valor universal nas culturas contemporânea é o $$$CIFRÃO$$$, como poderia ser diferente? rsrs
E não se trata de valores pequenos, como o pequeno colecionador brega que faz questão de mostrar seus quadritchos para os convidados, são os rios de $$$$$$ que correm nessas megainstalações muitas vezes financiadas por nós mesmos através de patrocínios públicos...


De Saramar a 24 de Março de 2007 às 11:06
Santa, ou os artistas estão cada vez mais introspectivos, ou o resto do mundo está todo burro.

beijos


De Catacontos a 24 de Março de 2007 às 11:09
Toda obra de arte tem um discurso seja ela antiga, acadêmica, moderna, pós-moderna. E é aberta para diferentes leituras. O público reconhece. Nada precisa ser forjado.


De Fabiana a 24 de Março de 2007 às 12:35
Santa,


O que eu gosto do teu blog é que consigo comentar tudo até mesmo (e quase sempre) do que não conheço. Fico a vontade. Afinal é uma Santa e tem que perdoar:))

Vou dizer: eu gosto de arte que me encha os olhos de beleza. E ponto.


De Serjão a 24 de Março de 2007 às 12:38
Santa;
Dei uma gargalhada quando li a frase do taxista. Fiquei imaginando ele dizendo isso com a fina ironia inglesa. E esse deve ser inglês mesmo. Na maioria das vezes eles são indianos e paquistaneses mas aí provavelmente nem se interessariam por museus.

Vamos por partes
Primeiro que o preço nada tem a ver com isso. O British Museum também é 0800 e é muito legal. E há museus que cobram uma grana e nem sempre são o que se espera.

Mas não se pode tirar a razão do cab driver inglês. Ele com uma só frase detona algumas falácias. A do sujeito que fica admirando alguma manifestação artística não entendendo picas mas fazendo cara de inteligencia e contemplamento para não parecer burro. E também alfineta o artista que vai lá, excreta sua obra, chama aquilo de "meu conceito" e estamos conversados.

Poucas vezes uma frase só foi tão devastadora. E além disso tudo fica evidente uma outra mentalidade, muuuito diferente da nossa. Para um morador de país sério e liberal, não existe almoço, nem museu, grátis.

Muito bom este motorista. Preciso conhecê-lo
Adorei o post.

Abraços de seu devoto.
PS: Vc dedica este post ao Ricardo e se vc o faz deve ser mais do que merecido. Mas eu nunca vi nada tão com a cara de Dom Walter Carrilho, crítico mordaz destes personagens.


De Daniel J. Butzke a 24 de Março de 2007 às 13:00
Santinha você é o máximo! Eu estou em frente ao computador com a mesma postura física desolada (ombros caidos) do motorista de taxi.

E outra: Eu nunca vi um especialista em arte, curador, o que valha, falar sobre a importância dos museus vivos. Ou as cidades de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), ou o Bairro de La Boba ( na Argentina) não representam o contato direto do público com a obra de arte??


De Daniel J. Butzke a 24 de Março de 2007 às 13:00
Santinha você é o máximo! Eu estou em frente ao computador com a mesma postura física desolada (ombros caidos) do motorista de taxi.

E outra: Eu nunca vi um especialista em arte, curador, o que valha, falar sobre a importância dos museus vivos. Ou as cidades de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), ou o Bairro de La Boba ( na Argentina) não representam o contato direto do público com a obra de arte??


De Clê a 24 de Março de 2007 às 13:18
Sannnnnnnta,

Por mais que tente explicar o conceito da des - materialização da arte, menos eu entendo. Se des - materializa, então destrói. Vira pó. Não é mais arte. É isso? Pois saibam que não é isso. Alguns artistas, de arte contemporânea, conceitual (para exemplificar) negam a pintura (como algo do passado, ultrapassado) e inventam uma instalação com uma geladeira velha pintada (isso não é material?) e dizem que é uma obra de arte. Ah! Ta. É um conceito. Entendi.


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