A OCIOSIDADE NAS FEDERAIS
A pressa com que o governo vem inaugurando o que ainda não existe, motivado por razões eleitoreiras, é um dos aspectos do problema. Outro aspecto diz respeito à utilidade das novas universidades federais. Muitas delas operam com altas taxas de ociosidade, o que revela que sua criação era desnecessária. Outras, por estarem desaparelhadas, apresentam altas taxas de evasão.
Ao discursar na Bahia, no final da última semana, o presidente Lula voltou a afirmar que passará para a História como o governante que mais investiu na expansão do ensino superior público, tendo criado 13 novas universidades federais e encaminhado ao Congresso o projeto de criação de mais uma, a Universidade Federal da Lusofonia Afro-Brasileira. Até agora, o recorde era detido por Juscelino Kubitschek, em cujo governo foram criadas 10 universidades. Segundo o Ministério da Educação, durante os dois mandatos de Lula os gastos da União no setor dobraram, passando de R$ 9,9 bilhões para R$ 18,3 bilhões (em valores nominais).
A oposição, no entanto, observa que na relação das novas universidades federais estão incluídas instituições que ainda não funcionam, como a Universidade Federal da Fronteira do Sul, a Universidade Federal de Integração Latino-Americana e a Universidade Federal do Oeste do Paraná, e outras que, por causa da campanha eleitoral, foram inauguradas às pressas, não dispondo de edifícios, acessos, equipamentos e até de professores. Esse é o caso das Universidades do Vale do Jequitinhonha, que ainda não têm corpo docente, e do ABC, que funciona em meio a um canteiro de obras atrasadas. O campus de Santo André, que estava planejado para ser entregue em 2009, só deverá estar concluído em 2011. A pressa com que o governo vem inaugurando o que ainda não existe, motivado por razões eleitoreiras, é um dos aspectos do problema...
Apesar das bazófias do presidente Lula, que se gaba de ter expandido a rede de universidades federais e promovido a interiorização de campi universitários, a ponto de o MEC estar hoje gerindo obras em 104 cidades, fica evidente que a política educacional de seu governo foi equivocada. Em outras palavras, ela errou o alvo (...). As taxas de ociosidade das universidades federais revelam que um dos principais gargalos do sistema educacional está no precário ensino médio, que não forma estudantes qualificados em número suficiente para preencher as vagas propiciadas pela expansão do ensino superior...
São universidades que não atendem às exigências dos alunos mais qualificados, que acabam se transferindo para instituições melhores, nem conseguem reter os estudantes beneficiados pelo sistema de cotas, que chegam despreparados da rede pública de ensino médio...
O Enem foi ** um dos** piores engodos desse governo!
"O pior não é morrer de fome num deserto: é não ter o que comer na Terra Prometida" (José Lins do Rego)
agência nacional de aviação civil
assembléia legislativa de perrnambuco