Morrerá a arte sem o dinheiro de meus impostos?
Como a arte é muitas coisas para muitas pessoas diferentes, como podem agências financiadas pelo governo antecipar a estética de uma população largamente diversa?
A pergunta é discutível, claro, mas a questão maior permanece: pode o dinheiro do governo criar uma nação de homens e mulheres da Renascença, igualmente fluentes nos domínios das artes visuais, escritas e performáticas - e será esse objetivo sequer desejável? Terão os subsídios do governo estimulado a criação de alguma nova arte proeminente, reapresentado a novas gerações o melhor da arte historicamente validada, ou aculturado imigrantes à nata do pensamento, dos ideais e do talento ocidental, ou levado a qualquer coisa remotamente parecida com o equivalente ao Renascimento italiano no século XV? Morrerá a arte sem o dinheiro de meus impostos?...de Bruce Edward Walker, em subsídios do estado"
Em Tempo: Arte séria e artistas sérios podem sobreviver - e já sobreviveram - sem subsídios. De fato, muitos dos grandes poetas dos últimos 100 anos fizeram carreiras que engrandeceram muito o que produziram: William Carlos Williams era médico; Wallace Stephens era corretor de seguros; Dana Gioia, que foi chefe do NEA, trabalhou como gerente de publicidade e marketing para a General Foods; T.S. Eliot era bancário e editor; e Gary Snyder trabalhou como lenhador e vigilante de incêndios... (entre outros tantos artistas geniais na literatura, música, teatro, pintura, fotografia, cinema ,..) Cujas obras memoráveis se tornaram universais; tanto nas chamadas "alta" ou "baixa " erudição, nas antigas ou contemporâneas obras - atravessaram séculos, décadas e que, ainda hoje, emocionam as novas gerações.
"O pior não é morrer de fome num deserto: é não ter o que comer na Terra Prometida" (José Lins do Rego)
agência nacional de aviação civil
assembléia legislativa de perrnambuco