Manifestante pró-Zelaya chuta o vice-presidente do Congresso de Honduras, Ramón Velasquez. Os protestos no país persistem. Foto Época.
Brasil tem dez dias para definir status de Zelaya
"nenhum país pode tolerar que uma embaixada estrangeira seja utilizada como base de comando para gerar violência e romper a tranquilidade, como o senhor Zelaya tem feito desde sua entrada em território nacional".
O governo brasileiro tem dez dias para definir o status e a situação do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, que permanece na embaixada em Tegucigalpa desde segunda-feira. O prazo foi dado na noite de sábado (26) pelo governo de Roberto Micheletti. "Novamente solicitamos ao governo do Brasil que defina o status do senhor Zelaya, dentro de um prazo não maior de dez dias. Se não for assim nos veremos obrigados a tomar medidas adicionais, conforme o direito internacional", anunciou o Ministério de Exteriores do governo, em um comunicado. O texto ainda diz que "nenhum país pode tolerar que uma embaixada estrangeira seja utilizada como base de comando para gerar violência e romper a tranquilidade, como o senhor Zelaya tem feito desde sua entrada em território nacional".Contudo, o governo de Micheletti mantém a promessa de respeitar a integridade da embaixada brasileira.
A verdade sobre o "gás mortal" de Zelaya
Ninguém passou mal, vomitou sangue ou urinou sangue por causa dele, como alardeou Zelaya, que hoje chegou a comparar a substância às "duchas de gás nazistas"
Lá dentro (da Embaixada brasileira) , com seu chapelão de caubói, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, dá entrevistas, faz reuniões, recebe aliados políticos e devora pizzas da cadeia Pizza Hut. Desde que retornou ao país numa viagem patrocinada pelo seu chefe, o venezuelano Hugo Chávez, Zelaya instalou-se na Embaixada do Brasil como se estivesse em casa - mostra-se à vontade demais até mesmo para o enorme espírito de solidariedade bolivariana do chanceler brasileiro Celso Amorim". Os 63 partidários do presidente deposto que se encontram na embaixada estão todos muito bem, obrigado. Tão bem que hoje, (26) depois do almoço, resolveram se juntar para, aproveitando a recém permitida proximidade da imprensa, espalhar cartazes na varanda com frases conclamando a resistência. Só desistiram depois de tomar uma bronca do novo encarregado de (tentar) manter o que resta da autoridade brasileira na embaixada, o ministro-conselheiro Lineu Pupo de Paula...
O mistério da máscara assombra o casarão ainda sem nome
A primeira é providenciar a certidão de batismo da criatura nascida do cruzamento de Hugo Chávez com mucamas da vizinhança. Como se deve chamar a coisa surgida no lugar onde funcionava a embaixada do Brasil? O nome provisório é Pensão Zelaya. Fica por conta de vocês a escolha do definitivo. A segunda urgência é devendar o mistério que assombra o casarão: por que os acampados deram de usar máscaras cirúrgicas o tempo todo? O gerente diz que, sem o adereço, a nação já estaria chorando a partida do herói popular e seus 50 voluntários da pátria, todos massacrados pela mistura de gás lacrimogêneo hondurenho e raios mortais disparados por agentes de Israel. Como nem Lula acredita nessa, é preciso descobrir o que está acontecendo. Medo da gripe suína? A falta de banho tornou o ambiente irrespirável? Alguém encontrou na despensa um carregamento de lança-perfume e resolveu antecipar o carnaval? Ou só cobriram parte do rosto para assaltar a pizzaria da esquina? Vocês decidem.
"O pior não é morrer de fome num deserto: é não ter o que comer na Terra Prometida" (José Lins do Rego)
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