Jeanne Lorioz [France]
Foi no carnaval em 1966, num clube carioca, muito conhecido (cujo nome prefiro não revelar) que a conheci. Nessa época, os bailes de salão eram a grande pedida do carnaval, não apenas no Rio, mas em qualquer parte do País. Nunca fui de pular, até porque não tenho (e na época também não tinha) resistência para tanto. Sempre preferi apreciar, de camarote, o panorama, o ambiente e os foliões. Por isso, adquiri uma mesa que ocupava com os amigos.
Num dos intervalos, convidei-a a vir à minha mesa. De imediato, nossas mãos se juntaram, nossos dedos se entrelaçaram, enquanto nossos pés trocavam carícias, escondidos pela toalha. Uma poderosa tensão percorreu todo o meu corpo, como se eu levasse uma descarga elétrica de mil volts ...
Sem dizer palavra, saímos em direção a uma porta, que dava para um depósito do clube. Mal entramos no local, nos beijamos com paixão, com furor, com desejo e mais que isso, com fome de afeto e de sexo. E, apesar do perigo de sermos flagrados (ou exatamente por isso), nos despimos desesperados e ansiosos e fizemos amor como nunca antes (e nunca depois) ....
"O pior não é morrer de fome num deserto: é não ter o que comer na Terra Prometida" (José Lins do Rego)
agência nacional de aviação civil
assembléia legislativa de perrnambuco