
Há muito venho insistindo que há um profundo empobrecimento intelectual e ético no Brasil. Hoje, nesses primeiros anos do século XXI, quantas são as figuras públicas capazes de nos garantir algum digno legado político, democrático, ideológico, social ou cultural? Estamos vivendo sob a égide de antepassados e poucos são os nomes construídos ao longo das últimas duas ou três décadas capazes de nos conduzir aos sentimentos de orgulho e admiração. Eis que Ruth Cardoso era um desses raros nomes aos quais sempre recorremos e reverenciamos, seja na academia, seja na vida pública. A
morte de Dona Ruth abre um abismo, um vazio imensurável para a sociedade brasileira.
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