Sexta-feira, 19 de Maio de 2006
Pietá (1982). Óleo sobre tela, Fundação Gala - Salvador Dalí.
"Artnapping" - Do roubo ao sequestro, é só um passo
De fato, há algum tempo o mercado de arte se acostumou a ouvir falar em artnapping (uma adaptação da palavra inglesa para seqüestro, kidnapping). Trata-se de um seqüestro em que os reféns são obras de arte, um novo tipo de delito que geralmente envolve negociações milionárias entre ladrões, museus e seguradoras.
O seqüestro de arte aumentou consideravelmente nos últimos cinco anos - diz a detetive Ulli Seegers, do maior banco de dados do mundo dedicado ao assunto, o Art Loss Register (ALR). Segundo Seegers, os ladrões descobriram que a nova modalidade de roubo lhes permite conseguir dinheiro com risco relativamente baixo.
O mito do colecionador apaixonado que encarrega um ladrão de roubar uma peça e a guarda em um sótão não parece corresponder mais à realidade. Joachim Leuther, presidente da seguradora de arte Hiscox, diz que por ano faturam-se US$ 6 milhões com o negócio internacional do roubo de obras d e arte.
Atualmente, há mais de cem mil peças desaparecidas, entre elas 569 de Picasso, 262 de Chagall e 14 de Kandinsky. Em geral, o artnapping termina bem para os ladrões. Os museus querem recuperar as suas obras e as seguradores querem minimizar os danos. As companhias de seguros estão em geral dispostas a pagar um resgate quando este, como costuma ser o caso, é menor do que o valor da soma pela qual está segurada a obra.
Assaltantes levaram "O Grito"de Munch diante dos visitantes
Obras de arte e bens culturais - Abordagem criminológica
Nota: No Brasil, a proposta de CPI do tráfico de bens culturais, entregue em janeiro na Câmara dos Deputados, ainda não foi votada. Segundo nota do Ministério da Cultura, "o tráfico de bens culturais é o terceiro maior tipo de tráfico no mundo. Perde apenas para os tráficos de drogas e armas. A grande quantidade de casos de furtos é resultado da valorização dos bens culturais brasileiros no país e no exterior". O documento acrescenta que "tendo em vista a grande quantidade de furtos que têm ocorrido nas instituições culturais brasileiras, fragilizando o processo de conservação e preservação da memória, a CPI investigará quais são os circuitos dos bens roubados".
Dia 18 de maio, Dia do Museu Fonte:Pitoresco /Isto é Dinheiro/docpro
Publicado por Blog da Santa às 00:10 |
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De
Fernando a 19 de Maio de 2006 às 02:16
Santa,
També é Um grande negócio na lavagem de dinheiro.
De
Angela a 19 de Maio de 2006 às 03:21
Cruzes Santa!!!
Pare o mundo que eu quero descer!!!
Enquanto isso, os presídios estão cheios de ladrões de galinhas, aprendendo a tornarem-se ladrões oficiais na universidade do crime.
O roubo de obras de arte é a prova cabal de que só há delinqüência para atender consumidores com poder de pagar pelo objeto do roubo. Assim, o tráfico de drogas se mantém pelo vício da classe média e alta, os roubos de cargas pela receptação de lojas e posterior venda sem nota fiscal e obras de arte por quem por elas se interessa.
Os grandes museus internacionais fazem parte desse jogo, tanto ao adquirirem obras que passam a ter o status de "perdidas" como também nas indenizações milionárias das seguradoras, haja visto que obras de valores vultuosos não tem liquidez.
De
Mestre a 19 de Maio de 2006 às 09:21
Santíssima,
E eu que pensava já ter visto tudo nesta vida!!!
De
Fabiana a 19 de Maio de 2006 às 09:23
Sequestro, Santa?? Ahh!! Tá tudo dominado mesmo..
De
toque a 19 de Maio de 2006 às 09:30
Santa, o risco deve ser baixo para os ladrões. Como identificar um cativeiro de uma peça de arte roubada??
De
Nido a 19 de Maio de 2006 às 09:53
Santa, eu nem sabia que hoje é o dia do Museu. obrigado pelas informações.
Este tipo de crime que não se vê com facilidade na mídia cotidiana.
De Celina/SP a 19 de Maio de 2006 às 09:59
Santíssima, nunca imaginei que o tráfico de obras de arte é o terceiro maior tipo de tráfico no mundo perdendo apenas para os tráficos de drogas e armas!!!
De
Artmonta a 19 de Maio de 2006 às 10:06
Santa, é revoltante produzir arte no Brasil.
Para um artista instalar um simples atelier, comercializar suas obras, diversificar negócios neste campo, toda sorte de dificuldade é imposta pelo governo. Taxas, impostos altos. Paga-se o mesmo do que uma loja comercial. Para isso tem controle e a fiscalização imediatamente bate na sua porta.
Já o tráfico de arte, prospera neste nível sem nenhum controle do governo!!!
Santa, Santa... Muito "punk", meu!!!
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